
Existe uma frase que ouço muitas vezes e que eu própria já a prenunciei vezes sem conta - "Mais vale estar sozinho, que mal acompanhado" -, prenunciava-a com convicção e realmente acreditava no propósito da frase. Mas com o tempo e se formos recetivos a ouvir as perspectivas dos outros temos tendência a repensar nas nossas ideologias e prespetivas. Com isto não estou a dizer que nos devemos deixar influenciar pelas ideias dos outros, no entanto acho que é importante tanto para nós, como para o outro, sabermos ouvir os seus pensamentos, porque vai possibilitar, além de uma melhor interação e compreensão, propicia empatia que é uma das ferramentas fundamentais para se fomentar uma relação saudável.
Isto para vos dizer, que cada vez mais acredito que mais vale estarmos mal acompanhados do que estarmos sozinhos, porque as relações interpessoais podem ser trabalhadas através da comunicação, ao compreender motivos e razões, ao expressar sentimentos e muito importante, perceber o que realmente esses sentimentos significam. As emoções são mensagens que o nosso cérebro formula para comunicar connosco para nos transmitir uma mensagem. Portanto, quando estamos perante uma situação problemática ou de decisão, na maioria das vezes, não sabemos o que fazer - o que é normal e legítimo - mas se tentarmos desmistificar as nossas emoções, ou seja, compreender o motivo - o porquê - de sentirmos determinada emoção, automaticamente, encontramos a resposta ao problema que tanto procurávamos. As emoções fazem parte de um campo complexo que nem sempre exploramos como devíamos, e acreditem, as nossas emoções são a chave para muitas soluções, que sistematicamente não as valorizamos por estarem tão próximas. O fascinante, pelo menos para mim, é que o motivo pelo qual não conseguimos exteriorizar as nossas emoções advém da necessidade de expressarmos uma certa vulnerabilidade - na nossa sociedade ser vulnerável é comparável como "pôr o dedo na ferida" e involuntariamente levanta-se uma barreira defensora, para não haver o risco de se ultrapassarem os limites. Em contrapartida, as boas relações têm por base uma boa gestão da própria vulnerabilidade (Ainda existe muito preconceito em volta deste assunto, mas que aos poucos acredito que se vai tornar num conceito).
É possível restabelecermos relações ou melhorarmos relações, porém é essencial não culpabilizarmos o outros porque vamos estar a desvalorizar a pessoa e eventualmente a ofendê-la, gerando logo de partida uma barreira e uma postura de defesa por parte do outro, por se sentir atacado. E diminui espontaneamente as probabilidades de se desenvolver qualquer tipo de relação. Outra questão passa por não exigir ao outro, uma vez que, a pessoa tem de estar aberta à possibilidade de expandir as suas relações, caso contrário a imposição de qualquer emoção ou ligação só a vai afastar ainda mais. Fazer o exercício de aprender a aceitar e tolerar o outro por intermédio de diálogo, empatia e respeito do tempo e espaço de cada pessoa, permite-nos perceber a ferramenta que temos nas nossas mãos e que nos tempos que correm ainda não é utilizada. O poder de criarmos conexões entre pessoas gera bem-estar e bom ambiente, mais do que adotarmos apenas uma postura de simpatia. Porque ao contrário do que nos é incutido, ser simpático não ajuda ninguém, é necessário sermos empáticos com o outro, para percebermos realmente a sua situação e sentimentos, só assim se consegue gerar entreajuda e motivar quem nos rodeia.
Partilhada a minha opinião acerca do "Poder das Emoções e Conexões", gostava de vos fazer algumas questões, para saber qual é a vossa opinião acerca deste tema.
- Qual é a vossa opinião acerca do ditado popular "Mais vale estar sozinha, que mal acompanhada"?
- Nos tempos que vivemos acham que a nossa sociedade precisa de pessoas empáticas ou simpáticas?
Oh, tão verdade :)
ResponderEliminarMomentos partilhados acabam por tornar-se memórias partilhadas *.*
Beijinho e bom fim-de-semana, querida Inês *
Compreendo o que dizes, e em parte até concordo, mas também sou da opinião que há "pessoas tóxicas" que por mais que tentemos criar uma conexão com ela nunca nos vamos sentir bem ao lado daquela pessoa ou depois de estar com ela. Também há as pessoas falsas, que não nos querem o bem que fazem parecer e que mais tarde apunhalam-nos pelas costas. E é a esse tipo de pessoas que o ditado se refere, penso eu. Sou 100% a favor de conhecer pessoas novas, ser simpática e empática, mas também sou a favor de avaliar a relação e se, contas feitas, não nos faz bem... então prefiro só que mal acompanhada :)
ResponderEliminarGostei muito do texto.
Beijinhos ^^
O blog da Mó | Instagram
É certo que existem "pessoas tóxicas" e pessoas manipuladora (não gosto do termo "falsas"), mas independentemente disso tem de existir respeito na mesma e quando me refiro a conexão, não tem de ser necessariamente uma ligação mais próxima e permanente, pode ser apenas uma ligação momentânea, que por vezes também é importante, e um exemplo disso é as relações no nosso local de trabalho. Porque mesmo que não concordemos com as ediologias de uma determinada pessoa, podemos até não criar uma ligação mas temos de a respeitar. E acho que sabermos aceitar os outros independentemente daquilo que são, concordando ou não, é termos a abertura para compreender que existem vários tipos de pessoas e quem nem todos nós tivemos a possibilidade de desenvolver a nossa inteligência emocional. E na minha opinião, o primeiro passado para desenvolver essa abertura é contrariar exatamente o ditado popular, porque na verdade quando estamos sozinhos não existem estímulos que promovem comportamentos e nos colocam a questionar as mais diversas dúvidas e divergências. Enquanto que mesmo "mal acompanhada", temos a tendência, automática, de criar um ambiente e chegar a uma harmonia, para o bem das duas pessoas.
EliminarEu acho que mais vale estar sozinho do que mal acompanhado. Há relações que são prejudiciais tanto a nível de amizade como amorosas e uma pessoa que é má, não vale a pena ter na nossa vida. Preocupamo-nos demasiado com as relações e por vezes, mas vale mesmo estarmos sozinhos e liberto do que presos a alguém que nos faz mal.
ResponderEliminarDe vez enquanto é preciso parar para pensar nas pessoas que estão à nossa volta e ver se elas nos fazem bem ou mal. É muito bom teremos amigos, mas primeiro temos que pensar em nós e só depois nos outros.
ResponderEliminarr: agora é que disseste tudo, boa semana :)
Em parte, concordo com a tua perspetiva. Porque, de facto, se houver comunicação e se trabalharmos nela, podemos reverter essa frase. Mas, por outro lado, há pessoas demasiado tóxicas e que não nos fazem bem, por isso, acredito que estarmos sozinhos acaba por ser melhor.
ResponderEliminarTudo depende de quem está do nosso lado. Do momento. Da recetividade. E da verdade que corre no coração
r: Fico muito feliz por ler isso. Obrigada *-*
Sê sempre bem-vinda às Gavetas
Sou da opinião que mais vale sozinhos do que mal acompanhados. Há pessoas que são tão más que por muito que tentes elas nunca vão mudar. Eu acredito que são uma minoria, porém, quando penso nelas prefiro ficar em estar sozinha do que com elas.
ResponderEliminarCom amor, Cat
Olá Ines, boa noite :)
ResponderEliminarBem querida percebo o teu ponto de vista e o que procuras transmitir. mas tenho que confessar que discordo totalmente.
Uma coisa é tolerância, é moldarmo-nos a determinadas pessoas que gostamos e nos fazem sentido mas com quem temos uma pequenina incompatibilidade, é aceitar que ninguém é perfeito. Outra completamente diferente, é aceitarmos que "mais vale estar mal acompanhados que sozinho". Não, não e não.
Eu serei sempre a minha melhor companhia. Amo estar comigo! E amo estar com os meus amigos e com as minhas pessoas, aquelas que me fazem sentido, que partilham momentos, experiências, sentimentos, formas de estar, gostos. Aqueles que não me fazem sentido, que não me acrescentam, com quem não consigo estabelecer relação, que sinto as suas más energias, esses não quero, de forma alguma, perto de mim. Relações toxicas não nos fazem nada bem.
Sou mais do ditado "se não fluir, deixa ir!"
Mas claro que temos que saber estar e conviver com todas as pessoas, num meio social ou profissional, por exemplo. Mais que isso, se não te acrescentam mais vale sozinha que mal acompanhada :)
já agora obrigada por este tipo de partilhas que nos fazem pensar e discutir opiniões, gosto muito.
Beijinhos, Tatiana*
O teu texto é muito interessante, eu nunca tinha colocado essa frase em questão.
ResponderEliminarNós somos o resultado de um passado e de pessoas que nos cruzaram a vida. É importante sempre ouvir o outro e ter compaixão, as pessoas são o que são. Mas, apesar de entender em absoluto aquilo que aqui escreves eu ainda não consigo estar mal acompanhada. Tenho noção do terrível que é o meu julgamento, mas não maltrato ninguém nem sou mal educada. Simplesmente há pessoas que não quero perto de mim, não me acrescentam nada, perturbam-me até e nesses casos, sim, eu prefiro estar sozinha do que e mal acompanhada.
Consigo perceber o teu ponto de vista e concordo em parte com o que dizes, aliás achei muito interessante a forma como abordaste este assunto. No entanto, acho que a maior parte das vezes mais vale estar sozinho do que mal acompanhado e com o mal acompanhado quero dizer pessoas tóxicas, que não querem o nosso bem e que nos fazem sentir rebaixadas e exaustas. Como foi referido em comentários anteriores, há pessoas que definitivamente não quero na minha vida, com quem provavelmente já tenha tentado que houvesse a tal conexão, mas não tenha dado bom resultado.
ResponderEliminarAcho que depende das pessoas, das relações e do que depositam em nós também. A comunicação é de facto muito importante, mas nem sempre resolve tudo.
Oh Inês, impecável mesmo! Concordo em pleno contigo. Não me acredito que haja pessoas naturalmente más, acredito sim que há pessoas que tomam decisões e atitudes menos corretas, mas todos erramos em algum momento e é importante percebermos que todos vemos o mundo aos nossos olhos, e nós poderemos, sem saber, ser a parte do "mal acompanhados" para outra pessoa. A empatia e a tolerância deve e tem de ser aquilo que nos move. O poder de nos colocarmos no lugar do outro, refletir sobre as razões pelas quais a pessoa pode ter esse tipo de atitudes, é meio caminho andado para crescermos sozinhos e em conjunto com o que nos rodeia... E mais, um ponto fundamental ... quem defende que "Melhor sozinho que mal acompanhado" é porque nunca, em nenhum momento, deve ter experimentado a verdadeira solidão. Eu nunca, e ainda bem. Não consigo projetar sequer a sensação de não ter um único fio a ligar-me a alguém, mesmo que esse fio seja um emaranhado complexo. Se pensar na pessoa com que mais antipatizo nesta vida, talvez, ainda assim, prefira a sua companhia à solidão...
ResponderEliminarBeijinhos,
Daniela
Sinto é compartilho da mesma sensação que me contas! A solidão é um sentimento demasiado bruto e cru para alguém ter que suportar. Não é bonito nem justo, para mim, seja que pessoa for! Eu gosto de acreditar que há sempre algo bom em todas as pessoas e que isso, mesmo que seja mínimo e que demore a vir ao de cima, nós vai fazer conectar. E por muito fraca que seja a ligação, será sempre uma ligação.
EliminarUm santo e feliz Natal para ti!
ResponderEliminarMuitos beijinhos no teu coração *
Bem-Me-Quer🌼
Feliz Natal Carolina!!
EliminarBeijinhos