10/11/2018

não vives sem

O dia em que conheci o Blog da Joana Rito, foi um acontecimento que me deu um quentinho no coração (e que tudo tem haver com o que vos quero transmitir), portanto eu não vos podia deixar de contar a rapidez e felicidade com que tudo se sucedeu. Fui abordada pela Joana através do Instagram, que me dizia que tinha encontrado do meu Blog e que gostava do que tinha visto e propôs-me, logo de seguida, participar no desafio "Não vives sem" que tinha criado. Claro que fiquei curiosa e senti um carinho enorme por ler as palavras dela. Espreitei igualmente o seu Blog, li o conceito por detrás do desafio e aceitei - adorei o princípio, era uma ideia de génio, ponderando que a cada dia nos esquecemos mais de nos lembrarmos o que realmente somos sem tecnologia. Aceitei o desafio.



A complexidade não é o exagero ou a desconfiança, é a necessidade de obter certezas, não por paranóia, mas por procura de significado. Aprendi, talvez não da forma mais simpática, que ser complexa não é estar errada ou inserida no lado errado da sociedade que nos torna incompreensíveis e desconectados do meio e das pessoas (isto de acordo com as definições que estão incutidas na sociedade ativa), mas a magia que nos conecta a todos faz-se sentir de um modo singular em cada um de nós e portanto não há nada de errado em se ser complexo. Sem esta energia que me move, que eu gosto de chamar de magia, porque é assim que faz sentir - algo mágico sem grande descrição possível por falta de palavras -, eu não teria as certezas que tenho, não saberia o que tenho nem o que me significam. Ser complexa dá-me a liberdade de poder viver de acordo com as minhas emoções religiosamente, sem grandes complicações para compreender as intenções das pessoas e motivos por conveniência. Dá-me o privilégio de viver profundamente os sentimentos que nascem em mim porque tenho a constante necessidade de criar ligações fortes e experiênciar emoções arrebatadoras em ambos os extremos da escala. Se assim não for, não há magia em mim e não faz sentido alimentar energias que não me fazem sentir completa e satisfeita.

As (poucas) ligações e conexões que construo ao longo da minha vida são resultado de um processo longo e de muita magia à mistura. Eu sinto quando as energias alheias são compatíveis à minha ou quando não o são, a sensação é eletrificante e foi assim que comecei a abraçar a capacidade de decisão e de escolha sobre qualquer coisa, porque assim me é permitido viver repleta de gratidão porque escolho aceitar o que sou, o que tenho e o que guardo. Nada mais, porque a questão deixou de ser "com o que é que não vives sem...", porque tudo o que eu tenho é tudo o que quero, nada para além do que me der magia é aceitável. Hoje a questão é: "como escolho viver...". 

5 comentários so far

  1. Respostas
    1. Muito obrigada por me teres desafiado a pensar sobre este pré conceito em que a nossa sociedade vive e muitas das vezes nem se apercebe, senti-me mais lúcida de mim!

      Beijinhos

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  2. Adorei o conceito do desafio e a tua mensagem sobre isso. Vou "roubar" e fazer uma publicação no meu blog :)
    Irei identificar-te a ti e à Joana Rito.

    Bom domingo *

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    1. Muito obrigada! Vou ler com toda a certeza!
      Beijinhos

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  3. Adorei esta publicação! Identifico-me tanto, acho que vou roubar a ideia! Uma das minhas publicações preferidas! Vou começar a acompanhar o teu blogue, muito bonito <3

    http://thelittleangieblog.blogspot.com/

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