Orvalho da Madrugada


Vidas prometidas,
Profecias ditas,
Alegrias cometidas
da alheia vitrina.

Da pessoa vossa que passa
e termina, dizendo:
Quiçá algum dia
se não virá com o vento.
Tremendo ou rastejando,
Bebendo ou maliciando,
A alma nem diria
que tal existiria.

Brotando as cinzas
da esperança guardada,
A vítima rotinava
mudanças guiadas,
Como manadas frisadas
em afundáveis veredas,
Que outrora
proejava e nunca se lazarava.

9 comentários

  1. Sabia que eras boa em prosa, claramente versos também combinam contigo :)

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  2. desculpa pelo atraso na resposta, mas venho-te dizer que és feita da mesma beleza que me atribuis! és uma alma linda aqui:)

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    1. oh bé não tem mal, obrigada pelas tuas palavras bonitas!

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  3. Que palavras tão bonitas, adoro a tua forma de escrever <3

    http://venus-fleurs.blogspot.pt/

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  4. Muito obrigada doce :)
    Adorei :)

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  5. Muito, muito obrigada.
    Fiquei inspirada com as tuas palavras.

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